25 outubro 2010

Oh gente pocochinha


Ontem perdi algum tempo a ver o novo reality show da TVI. Constatei que temos gente da nossa terra que é mesmo "tão pocochinha" e, por 15 minutos de fama, se presta a entrar num programa de televisão que alimenta, nã mais que, a sede voyeurista de todos nós.


Tinhamos já algum descanso deste formato, eis senão quando a TVI nos brinda com um novo Big Brother, apimentado com alguns segredos escabrosos que têm como objectivo aumentar o interesse dos espectadores, alimentar as tricas entre os concorrentes e ter as revistas de cuscices a especular para vender ainda mais. Oh, triste país!


As histórias são gitantes! As reacções são dementes! Perdoem-me fazer juízos de valor sobre pessoas que não conheço, mas como não o fazer?


Foi expulsa uma tal de Daniela, que até é gira, e houve uma outra moça, cujo nome desconheço, que chorova copiosamente, que cheguei a pensar que o castigo pela expulsão (bem, até uso linguagem big brotheriana!)... continuando, cheguei mesmo a pensar que esse castigo seria a FORCA! Ah, no estúdio estava uma outra concorrente anteriormente expulsa, a Doriana, que também é muito gira! Impõe-se uma pergunta: Os gajos que votam estão parvos, ó quê? então expulsam as gajas giras?


Adiante. O melhor da noite foi quando uma tiazoca, assim um pouco mais velha que eu, revela que tinha sido acompanhante de luxo! Uau... Pá, que supresa! Eu quando a vi tinha pensado que ela era miúda de esquina já no final da carreira! Agora imaginem foi acompanhante de luxo! Caneco, não estava mesmo nada à espera!


Engraçado foi justificar-se com os filhos! Pobres crianças que vão ter de viver o resto da vida com este peso na consciência. Obrigaram a mãe a prostituir-se! Não foi sequer algo vergonhoso como lavar escadas, o que segundo consta, ela ainda procurou fazer, só que não encontrou nada deste género, para poder trabalhar e alimentar os seus pobres filhos.


A propósito: Amiga, no meu prédio estamos desesperadamente à procura de alguém para passar uma esfregonazita nas escadas. Não sei é que se podemos pagar o que está habituada a auferir!